quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Crise de Ansiedade

Amigas, depois de tanta farra alimentar hoje estou que não saio do banheiro...
Afff estou sofrida!
Tive um dia complicado estava muito ansiosa quando acordei e tive um principio de síndrome do pânico. Uma coisa horrível!
Estava no banho e a ansiedade era tanta que quase não consegui gritar meu marido que, aliás, não ajudou em nada além de me trazer o telefone.
Liguei pra terapeuta e corri pro meu médico.
Ele me receitou um antidepressivo a Sertralina e pra que eu não pare por enquanto com o calmante. Sei que remédios são foda, mas é melhor que um infarto!
Meu pai biológico o qual conheci aos 17 anos  faleceu dia 7 de agosto de um infarto. Fazia uns cinco anos que não nos víamos, mas, mesmo assim nos falávamos com freqüência e por ironia do destino de uns tempos pra cá ele e meu filho seu único neto desenvolveram uma amizade muito grande pela internet. Falavam-se todo dia pelo MSN.
Não preciso dizer o quanto isso foi um baque na minha, mais um de tantos que venho sofrendo nos últimos anos.
Dizem que o que não me mata me fortalece, só que acho que comigo não está valendo. Estou sucumbindo. Não agüento mais tanta pancada, tantas perdas, tanta solidão.
Minha antiga terapeuta me dizia que somos seres solitários e eu odiava quando ela dizia isso, hoje acho que compreendo um pouco isso.
A crise de hoje me fez perceber o quanto eu estou fragilizada, o quanto estou carente. Queria não desejar tanto um colo! Ainda é mais difícil quando se tem alguém do lado que não quer ou apenas não sabe fazer isso...
Sei que o tempo abranda, cura algumas feridas e ameniza outras mas, realmente estou cansada.
Só por hoje eu queria ter em quem me encostar, em quem me apoiar. Só por hoje!

5 comentários:

Gisele disse...

Ah amiga, você podia vim para cá, eu te acolhia!

Eu vivia tendo crises no banheiro, tomava banho de porta aberta!

È a vida é dura mesmo, quando eu descobri que eramos seres solitarios, foi dificil aceitar, que eu não poderia me apoiar em minguem e que tudo eu teria que conseguir e vencer sozinha, ninguem podia tirar minha dor, o máximo era um abraço confortante.

Bjs e acredite nós venceremos!

maria/andrea disse...

Ai ai ai ai ai!!!!
Pq vc não mora em SP??
Brincadeira, hehe.
Sempre precisamos de colo, é normal.
Tem dias que precisamos mais.
Também sou assim, quero atenção 100% e quando não recebo, fico muito puta.
Marido sofre com isso...
Mas olha, sempre ele é que me dá o colo que preciso.
Homem não é fácil. Insensível até... mas no fundo é o colo que acalma, mesmo com seus defeitos né?
Relaxa aí amiga, se cuida.
Sem desespero, pq isso não leva a nada.
Montão de beijossssss.

Rachel disse...

Olá Gisele, gostei muito de te conhecer!!! Eu tb estou na luta contra a síndrome do pânico. Mas ainda não consegui um bom psiquiatra que me leve a sério - pois os calmantes são só pra qd eu já tiver tido o pânico e não tô com antidepressivo. Não tenho grana pra terapia, mas fiz por um tempo. Tenho lido muito sobre o assunto e visto que é possível vencer!!! Vc vai sair dessa, sim! Tenha força, força interior... leia bons livros. Os da Louise Hay tem em dado uma força a mais!

Te desejo muito sucesso e paz! bjão

Areta disse...

Oi, primeiro deixa eu agradecer a visita, obrigada pelo comentário.

Eu queria ter mais atitude sabe, as vezes eu aguento cada uma e fico quieta, na maioria das vezes sou assim, eu até sei de onde veio o comentário maldoso, mas não vou brigar mais, não adianta, não vale a pena, o desgaste vai ser maior.

Eu vou pensar bem antes de voltar, as vezes esqueço que o blog é público e me exponho demais, e isso esta atrapalhando a minha vida, é complicado.

As vezes me sinto assim como vc, precisando de colo, força ai sempre que puder vou estar passando aqui pra saber de você!!
Beijos e ótimo final de semana!!!!

Cris Galvão disse...

Olá Gisele,

Muito obrigada pela visita em meu cantinho. Vou te linkar e te seguir, assim poderei voltar sempre.

Há 5 anos atrás tbm tive síndrome do pânico e, sem dúvida, foi um dos piores momentos da minha vida.

Na época eu estava desempregada e não tinha plano de saúde, aí fiquei perigrinando pelo SUS (Sistema Único de Saúde)atrás de um médico que descobrisse o que eu tinha. Depois de vários médicos, um finalmente acertou o diagnóstico. Me receitou um calmante natural e me encaminhou para um psicólogo. Pelo SUS tive que entrar numa espécie de fila para conseguir uma consulta com um psicólogo, que ia ser marcado lá Deus sabe quando. Desisti. Fui me curando sozinha; fui colocando em minha cabeça que eu tinha uma filha (na época com 4 anos)para criar, uma pessoinha que dependia exclusivamente de mim. As crises de pânico foram diminuindo, ao ponto de eu não me lembrar quando foi a última (graças a Deus). Mas, ainda guardo alguns resquícios, como: medo de morrer, medo de elevador... não sei se posso dizer que estou curada, mas hoje consigo viver bem e em paz com os meus medos e angústias.

O que quero dizer Gi é que somos fortes, mesmo quando achamos que não e a cura das nossas "doenças" depende quase que totalmente de nós, da nossa vontade.

Problemas, perdas, sofrimento, dor... são coisas que temos ao longo da nossa vida, por isso temos que aprender a lidar com tudo isso da melhor forma possível.
Sei que tem hora que o bicho pega, mas não podemos desistir e nem deixar de acreditar que o amanhã será bem melhor.

E Gi, esse GATO da foto é o seu filho? Que menino lindo! Se for, é só vc olhar pra ele pra encontrar a sua felicidade. Eu todos os dias olho, abraço, beijo a minha filhota e penso: "A minha felicidade tá aqui". Tem coisa melhor do que um abraço e um beijo de um filho?

Beijos Gi e força aí!